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Dez anos sem Jackson Lago (Artigo escrito pelo Engº Chico Leitoa)

Nesse 4 de abril fez dez anos que Jackson nos deixou e levou consigo toda uma história de resistência e luta em favor dos menos favorecidos. Juntamente com Brizola, Neiva Moreira  e outros líderes, fundou o PDT, Partido pelo qual foi eleito três vezes Prefeito de São Luis e Governador do Maranhão. Tive a honra de acompanhá-lo em suas três administrações da Capital. Testemunhei a forma abnegada com que ele se dedicava àqueles que a ele delegaram a missão de cuidar de seus destinos. Cuidou da Educação e da saúde como todo esmero, dedicou-se diuturnamente à melhoria da qualidade de vida de sua gente, implantando grandes obras de drenagem e pavimentação de bairros inteiros, principalmente os que mais precisavam. Fez dos mandatos um exercício de melhorar a vida das pessoas.

Participamos ativamente através do nosso grupo de Timon de suas três campanhas ao Governo do Estado. Em sua primeira campanha em 1994, apenas Timon, São José de Ribamar e São Bento lhe apoiaram na condição de governo Municipal, apesar de dois anos antes termos ganhado em 7 municípios inclusive a Capital São Luis em que Jackson fez a sucessora que não apoiou. Tivemos pouco mais de 20% dos votos, ficamos fora do segundo turno. Em 2002, em sua segunda tentativa, tivemos em torno de 40% dos votos, mas numa jogada, Jackson foi impedido de disputar o segundo turno. Finalmente em 2006, como um prêmio à sua história Jackson foi eleito Governador do Maranhão.

Com sua dedicação e compromisso fez o Estado experimentar dias de enormes avanços na educação, saúde e infra estrutura em todo o Estado e na capital, tocava o maior projeto social da América latina, o PAC Rio anil, em que por pressão externa, o Estado foi era obrigado a bancar 50% dos custos.

O Governo caminhava célere para a repetição do mandato pela via popular,, mas o inconformismo dos derrotados nas urnas fabricaram um processo sem qualquer consistência e em flagrante conivência com a Justiça Eleitoral, cassaram seu mandato da forma mais injusta e vergonhosa. Logo depois da cassação, Jackson se deslocou para São Paulo para avaliação do seu estado de saúde. Três meses depois retornou.

Depois do seu retorno, em agosto de 2009, fui lhe fazer uma visita. Estavam só ele e dona Clay. Conversamos por algum tempo e o convidei pra vir a Timon. Reagiu dizendo: fazer o que lá Chico? Falei: conviver um pouco com um grupo de amigos que lhe veneram dentro ou fora do poder. Acabei o convencendo e ele veio;  ficou três dias hospedado em Teresina e fizemos uma intensa programação tanto nos meios de comunicação de Teresina e Timon, como na sede do PDT municipal.

No terceiro dia, antes de retornar para a capital, acompanhado de inúmeros militantes deu uma parada na Ceasa. E o que seria uma rápida visita se transformou numa forte manifestação de carinho dos feirantes e consumidores. Centenas de fotos e muitos afagos. Jackson partiu recebendo acenos de solidariedade.

No ano seguinte, 2010, Jackson concorreu a Governador ‘sub judice’, e somente depois que terminou o horário gratuito, o mesmo TSE que o cassou, divulgou que Jackson era ficha limpa. Muitas dificuldades Maranhão afora, Jackson teve uma campanha muito difícil e sem qualquer estrutura. Teve um desempenho muito aquém do que sua história representa até hoje. Mesmo com todas as dificuldades, Jackson venceu em Timon como última homenagem da cidade que ele mesmo dizia ser sua segunda casa. Dez anos depois de sua partida, continuamos a defender suas bandeiras de lutas.

Categoria: Notícias

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